quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Stack overflow

Acho que é esse meu problema, "estouro de pilha", como costumávamos dizer no trabalho. (Muitas saudades do meu trabalho, há 3 anos já longe da telinha grudada na cara com várias janelas com letra miúda e um código às vezes colorido, às vezes até uma IDE, e claro, um navegador com tantas abas abertas que não dá mais pra contar...Assim é meu dia, começo em uma aba e vou abrindo outra, e outra...e sempre surge um parêntesis, como esse que ficou enorme e estou pensando em apagar, e sempre estou fazendo alguma coisa pensando em outra, e vou clicando nos links relacionados, e abrindo pensamentos relacionados, e a cabeça não pára, e as abas vão ficando esquecidas, assim como os assuntos, as tarefas, as "n" listas, lembretes e notificações. Deveria mesmo apagar o parêntesis, mas não vou, vou apenas deixá-lo lá como recordação, e não vou fechá-lo. Vai ficar como esquecido. Voltando ao assunto..saudades do meu trabalho (das pessoas, do ambiente, do trabalho em si, os desafios, as vitórias, a satisfação, os clientes, o reconhecimento, me sentir produtiva e inteligente, o trabalho é a prova de que pelo menos em alguma coisa na vida sou boa, seria falsa modéstia negar que sou muito boa mesmo. Diziam que mulher ou era inteligente ou bonita. Eu, que já fui parar na lista das mais horrorosas da sala, sempre me contentei em ser inteligente. Claro que se sentir bonita faz bem tmb, por que não o pacote completo? Mas ser inteligente é mais fácil, e acho que vale bem mais. Me.casaria com uma pessoa feia, mas não que não fosse inteligente. Como se pudesse medir inteligência, né? Hahaha.. Enfim..fugi do assunto de novo. Eu só queria dizer que morro de saudades do meu trabalho, mas desde que me tornei mãe de Annabella, não troco meu tempo com ela por mais nada nesse mundo. Não pretendo ser uma "stay at home mom" (Nome bonito para mamães que ficam em casa) pra sempre, embora adoraria passar todo o meu tempo com o Serginho que mais amo no universo, mas eu e ela precisaremos de vôos solos pra crescer, e nossa família precisa tmb de mais uma fonte de renda, né? Mesmo porque, com a maternidade, adquiri uma nova compulsão, a de comprar. Que culpa tenho eu se bebês crescem e se desenvolvem e sempre precisam de coisas novas? E eu, como mãe atrapalhada e desorganizada, preciso de mais ferramentas pra facilitar minha vida? Mas também não é sobre isso que eu queria escrever (meu professor de redação iria me dar zero por esse parágrafo enorme e confuso, mas enfim. Preciso por pra fora, "to vent", como dizem as mamães americanas. Mas também preciso de FOCO, esse é o assunto principal é não vou reescrever o parágrafo só pra demonstrar o quanto preciso (será que alguém vai ler isso?) (Quantos parêntesis será que abri? Se estivesse no "vi" (meu editor favorito), dava pra fechar todos...
"FOCO" é o que dizia o papelzinho que minha psicóloga (gaúcha, em Floripa) favorita me entregou e mandou colar na minha geladeira. Era uma consulta de avaliação, recomendada pelo neurologista quando fui reclamar do meu problema de sono e humor. Ela mais dois questionários me deram um novo diagnóstico: transtorno do déficit de atenção". A princípio, fiquei surpresa, depois, vi muitas explicações pra muita coisa que vivi, inclusive na infância, apesar de eu ter dito a ele na época que não, nunca tive traços na infância. Bem, sempre fui distraída (e curiosa, e impulsiva). No prezinho, já fui chamada de lerda pelos coleguinhas, e caía fácil em todas pegadinhas (aí já acho que é ingênuo, ou lerdeza mesmo). Na escola, eu sempre tinha "para casa" em dobro, porque não conseguia terminar todas as atividades em sala, daí eu terminava em casa (sempre fui caxias, deixar de fazer eu não deixava). Era ótima aluna, mas sentava na frente (já enxergava mal), caso contrário, não conseguia prestar atenção na aula, tinha todo um mundo entre o professor e eu. E assim sou até hoje, até na igreja tenho que sentar na frente, senão viajo e não consigo focar no padre e nos rituais (ok, também costuma ser chato, repetitivo, sei que não sou só eu). As várias abas e links abertos hoje, eram no passado os vários livros que eu tinha que abrir e pelo menos dar uma olhadinha na biblioteca (quando eu não resolvia levar pra casa mesmo) porque achei interessante, sob protestos da minha amiga e colega de grupo, Renata, pois já tínhamos livros demais pra pesquisar e trabalho demais pra digitar (fazíamos pesquisa de verdade, com várias fontes, com nossas próprias palavras, tentando extrair a melhor informação de cada fonte. (Informação irrelevante, só pra verem que a gente fazia bem feito desde cedo, e alimentar minha vaidade, outro problema que jamais pensei que tivesse e me apontaram, depois explico como minha atrapalha também). E nem precisava de biblioteca, um livro já era suficiente pra me perder. Era do tipo que lia os livros antes pra ver o que o professor ia ensinar (até útil, pra não dizer necessário, na universidade, mas no ensino fundamental, era curiosidade mesmo, vontade de aprender cada vez mais). Dicionário? Amava. Sempre que ia pesquisar uma palavra, me deliciava com as palavras legais que encontrava no caminho (o Google me tirou esse prazer, mas me dá infinitos links relacionados em troca, além de toda história e aplicação da palavra). Livros eram realmente meu paraiso, podia cair o mundo, que eu nem via. Não fazia mais nada, como reclamava minha mãe. Era o que chamam de hiperfoco. Hiperfoco também era o que tinha jogando videogame, programando (no trabalho, muitos já me acharam a pessoa mais concentrada do mundo). Eu diria "arrumando meu quarto), a arrumação durava no mínimo dois dias (às vezes sobrava pro outro fim de semana) e eu não saia de lá enquanto não terminasse. Mas não terminava nunca, porque tinha que ler tudo, relembrar, reviver, al de ficar horas tentando classificar e organizar tudo, pra eu não perder e achar fácil quando precisar, além da imensa dificuldade em julgar se eu ia mesmo precisar de cada coisa. E ninguém podia me interromper nessas horas de hiperfoco. Além de ficar irritada, era muito difícil pra mim voltar ao que eu tava fazendo, sempre esquecia alguma coisa (geralmente, importante), e as consequências me deixavam ainda mais irritada. O clássico "problema de falta de atenção" era a causa mais comum dos meus bugs(melhor que se fossem por problema se lógica, né? Mas nem sempre menos desastroso, ainda mais num tempo que não fazíamos testes unitários.  Pelo menos (sendo Pollyanna e jogando o "jogo do contente) fiquei boa em debugging (mais uma informação pela minha vaidade :p) Agora (que Annabella está quase acordando, e vou ter que parar de escrever, ou seja, me interromper, provavelmente vou esquecer o que ia escrever e talvez nem conclua esse Post, ou esse blog morra logo no inicio, como meus outros 3 ou 4 blogs) cheguei ao ponto em que queria. Como não ser interrompida tendo uma bebê de quase 1 ano ativa e curiosa, graças a Deus, e uma cachorrinha idosa, ciumenta e mimada, que adora aprontar e chamar a atenção?
A parte boa é que a vida é bem mais divertida pra nós três (temos o papai na família, que dá uma super força, e não sei se acha tão  divertido assim, mas na maior parte do tempo somos só nós três). A parte ruim, é que nem sempre é divertido, é estressante também.
O que me fez escrever esse Post? Além da minha fase atual (do bipolar, falarei sobre ela depois) empolgadinha/doidinha/super produtiva/falante/idéias a mil, foi o que acabei de vivenciar. Fatos simples e cotidianos, mas que me deixam louqinha.
Ah..Ela acorodou, começou a mamar e voltou a dormir.. Vou aproveitar pra ver algumas nas N coisas que tenho que pesquisar, perguntar, comprar na internet, pensando se deveria largar o celular e cuidar da roupa pra lavar, acumulada há 2 semanas, eu acho. (Deve dar umas 2 ou 3 cargas, além da de Annabella, que lavei Anteontem, mas ontem encheu de repente com os acidentes de troca de fraldas no berço).
Depois continuo. Vou publicar já pra não perder tudo que escrevi, e alguém (quem? Hahaha) já pode adiantar a leitura.

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